terça-feira, 10 de abril de 2007

FOTOJORNALISMO. PALESTRA E EXPOSIÇÃO.

Dia19 de abril.
Palestra sobre "O uso da fotografia como documento social".
Informações: (21) 3212.2552


No dia 13 de abril o Centro Cultural Justiça Federal abre para o público a exposição Fotojornalismo – a visão de um fotógrafo do Rio de Janeiro. Com 44 fotos e uma projeção de 180 imagens, a mostra visualiza momentos da trajetória de Alcyr Cavalcanti em busca da notícia, da ação e da essência do fotojornalismo.
A coletânea fica em cartaz na galeria do 1º andar até o dia 03 de junho e pode ser visitada de terça a domingo, das 12h às 19h, gratuitamente.

Alcyr é carioca de Marechal Hermes, tendo feito seu aprendizado no curso de cinema do MAM e, como não poderia deixar de ser, nas ruas do Rio de Janeiro. Seus clichês registram desde presidentes e artistas no auge da fama até anônimos dos morros e das ruas.
Sua longa trajetória profissional inclui os jornais O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã, O Dia, Lance, Tribuna da Imprensa, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, além das revistas Isto É e Placar, sem contar fotos publicadas através das agências France Press e Associated Press.

Dono de um estilo que costuma ser comparado ao de Cartier-Bresson, sua câmera funciona como um caderno de notas, um diário visual ambulante. Exemplos desses momentos são as fotos em anexo, que registram a torcida do Flamengo no Maracanã e Joãosinho Trinta na Sapucaí.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO

Dia17 de abril:

Agendamento prévio
14h - Teatro. Pequena palestra sobre Arthur Bispo do Rosário e sua obra.
Apresentação da peça teatral :"ANDANÇAS - VIDA E OBRA DE ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO"
16h
- Debate
16:30h - Encerramento


Palestra e debate: Alex Mello, Paula Feitosa, Prof. Juliana Rodrigues

Dia 24 de abril:
15h - Oficina sobre a arte de Bispo do Rosário.
Limite de vagas: 30 pessoas.
Agendamento prévio.


Dia 15 de maio, às 19h, no Teatro, debate sobre "A fotografia de Festas Populares no Brasil" . Coordenação do fotógrafo Walter Firmo.
Não é necessário agendamento.

Entrada franca.



17 e 24/04. Oficina e palestra. Bispo do Rosário.

ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO


"É do conhecimento de todos a precariedade das instituições que acolhem nossos doentes mentais. Mas o que poucos sabem é que o Brasil foi um dospioneiros no tratamento alternativo desses pacientes. Na década de 1950, a psiquiatra brasileira Nise da Silveira inaugurou um método revolucionário ao propor a combinação de acompanhamento médico e atividades artísticas que surpreendeu até mesmo o pai da chamada psicologia analítica, Carl Gustav Jung".


ARTE SERGIPANA QUE GANHOU O MUNDO


Arthur Bispo do Rosário, louco para alguns, gênio para os outros. Da sucata e do lixo, ele produzia uma série de trabalhos que apenas pretendiam marcar a passagem de Deus na terra.
Como é de costume, a sociedade faz pouco caso das pessoas que, por doença, opção ou um motivo qualquer, não se enquadram em determinados padrões considerados “normais”. Esse era o caso de Arthur Bispo do Rosário, hoje considerado um gênio das artes plásticas brasileiras, com trabalhos expostos em muitas salas fora do Brasil. Essa consagração se tornou concreta apenas no final de sua vida. Por muitos anos, mais de cinqüenta, ele esteve internado na Colônia Juliano Moreira, o maior e mais antigo manicômio do Rio de Janeiro, sob a acusação de ser um doente mental. Quem poderia imaginar que daquele estranho mundo pudesse sair um gênio da arte?"


Biografia
"Descendente de escravos africanos foi marinheiro na juventude, vindo a tornar-se empregado de uma tradicional família carioca.
Na noite
22 de Dezembro de 1938, despertou com alucinações que o conduziram ao patrão, o advogado Humberto Magalhães Leoni, a quem disse que iria se apresentar à Igreja da Candelária. Depois de peregrinar pela rua Primeiro de Março e por várias igrejas do então Distrito Federal, terminou subindo ao Mosteiro de São Bento, onde anunciou a um grupo de monges que era um enviado de Deus, encarregado de julgar aos vivos e aos mortos. Dois dias depois foi detido e fichado pela polícia como negro, sem documentos e indigente, e conduzido ao Asilo D. Pedro II (o hospício da Praia Vermelha), primeiro instituição oficial desse tipo no país, inaugurada em 1852, onde anos antes havia sido internado o escritor Lima Barreto (1881-1922).Um mês após a sua internação, foi transferido para a Colônia Juliano Moreira, localizada no subúrbio de Jacarepaguá, sob o diagnóstico de "esquizofrênico-paranóico". Aqui recebeu o número de paciente 01662, e permaneceu por mais de 50 anos.
Em determinado momento, Bispo do Rosário passou a produzir objetos com diversos tipos de materiais oriundos do
lixo e da sucata que, após a sua descoberta, seriam classificados como arte vanguardista e comparados à obra de Marcel Duchamp. Entre os temas, destacam-se navios (tema recorrente devido à sua relação com a Marinha na juventude), estandartes, faixas de mísses e objetos domésticos. A sua obra mais conhecida é o Manto da Apresentação, que Bispo deveria vestir no dia do Juízo Final. Com eles, Bispo pretendia marcar a passagem de Deus na Terra.
Os objetos recolhidos dos restos da sociedade de consumo foram reutilizados como forma de registrar o cotidiano dos indivíduos, preparados com preocupações
estéticas, onde se percebem características dos conceitos das vanguardas artísticas e das produções elaboradas a partir de 1960.
Utilizava a palavra como elemento pulsante. Ao recorrer a essa linguagem manipula signos e brinca com a construção de discursos, fragmenta a comunicação em códigos privados.Inserido em um contexto excludente, Bispo driblava as instituições todo
tempo. A instituição manicomial se recusando a receber tratamentos médicos e dela retirando subsídios para elaborar sua obra, e Museus, quando sendo marginalizado e excluído é consagrado como referência da Arte Contemporânea brasileira".

Continua: http://www.rnufs.ufs.br/rede/radio/news0034.asp

A arte de Bispo do Rosário fotos: Hermano Taruma

Fotos: Hermano Taruma






















15 de maio. Iemanjá. Palestra, debate.

NO VENTRE DO AZUL E BRANCO-TEMPO DE IEMANJÁ

DEBATE E PROJEÇÃO A Fotografia de Festas Populares no Brasil Debate sobre o tema, com a coordenação do fotógrafo Walter Firmo. Junto com o debate haverá a projeção O Mar e Sua Rainha, com fotografias do Grupo Tempo de Exposição sobre as festas e o culto em louvor de Iemanjá no Rio de Janeiro. Terça feira, 15 de maio, 19:00, teatro. Entrada franca.

O Grupo de fotografia Tempo de Exposição registrou a festa de Iemanjá, no Rio de Janeiro, e este trabalho resultou na exposição NO VENTRE DO AZUL E BRANCO - Tempo de Iemanjá, com curadoria de Walter Firmo, que o Centro Cultural da Justiça Federal inaugura em 23 de março. São 40 imagens, com uma projeção de fotos de Walter Firmo, tudo isso retratando uma das mais significativas festas do sincretismo religioso brasileiro.
O projeto é o aprofundamento de uma pesquisa fotográfica do grupo na área das festas religiosas populares. Iemanjá, entidade religiosa oriunda da cultura Iorubá e associada no catolicismo à Imaculada Conceição, popularizou-se em todo o país.

No Rio, três lugares se destacam nesta comemoração. A Praia de Copacabana, na noite do Réveillon e alguns dias antes, o Centro da cidade, no dia dois de fevereiro, quando uma procissão sai da Cinelândia e vai até a beira-mar na Praça XV, e o bairro de Sepetiba, onde uma festa popular se realiza anualmente no primeiro domingo após dois de fevereiro, com procissão, barraquinhas, queima de fogos, música, orações e oferendas no mar.

Fotógrafos: André Pinnola, Cesar Cardoso, Jorge Vasconcellos, Juliana Ennes, Luiz Régulo, Maria Cristina da Fonseca, Maria Pace Chiavari, Maya Zalt e Walter Firmo.
Curadoria: Walter Firmo.